Quantas descobertas a gente vai tendo ao longo dos dias, meses e anos em que nossos filhos vão crescendo. Às vezes fico achando que não há nada mais prazeroso (e sacrificante) do que ser mãe (e pai também). A gente vê um serzinho crescer, se desenvolver, formar sua personalidade, falar… é tudo tão intenso o tempo todo.

Recentemente meu pequeno completou dois anos de vida. Eu completei dois anos que sou mãe. E quantas coisas eu já aprendi nesses 740 dias. O sono, nunca mais foi o mesmo, e creio que nunca mais será. A tranquilidade de um domingo de preguiça no sofá é uma realidade distante; e as farras e noitadas estão, raramente acontecem, e quando acontecem, a gente tem que quase ficar de “virote”, porque a criança advinha que a mamãe está cansada e aí é que acorda cedo mesmo.

Mas além desses detalhes, ao longo desses dois anos ganhei muitos sorrisos, gargalhadas, olhares de afeto e mais recentemente os “mamãe é minha” e “mamãe, te amo”. Ah. Isso não tem preço. Nos “mamãe, te amo”, ainda me emociono todas as vezes que ouço. Claro que nesta fase, quando a formação da personalidade está ainda mais aflorada, a gente vê algumas coisas que não gosta. As birras andam frequentes e os “nãos” e enfrentamentos com a mamãe também. Mas nem tudo é um mar de rosas e a maternidade também não haveria de ser.

Para celebrar os dois aninhos de Antônio, optamos em fazer uma festinha no berçário. Tudo muito simples e aconchegante. Como ele ultimamente anda em caso de amor com a Patrulha Canina, escolhi esse tema para a festinha, e como foi gratificante ver a alegria dele quando viu seu aniversário. Mesmo não entendendo muito bem ainda o que aquilo significava, só de ver seus bonecos favoritos impressos em vários locais, já o deixou eufórico. Quando os amiguinhos chegaram então, era uma alegria só. Ele pulou, dançou, correu e divertiu muito.

Já fazem alguns dias da festinha, mas toda vez que ele vê um vídeo ou foto, ou até mesmo quando falamos no assunto ele fica super feliz e lembrando como foi. Coisa linda de ver. E é isso que faz tudo valer a pena. Mesmos com alguns dias difíceis, a gente chega ao final e para observar tudo. Como o tempo passou rápido e como ainda temos um longo caminho pela frente.

Ontem, inclusive, li um texto muito legal no Catraquinha Livre que falava sobre a importância das memórias, não só para os pais, mas também para as crianças. O que precisamos é isso. Construir memórias afetivas felizes e marcantes, assim, veremos, quando se passarem, não dois, mais 20 anos, teremos desempenhado bem esse árduo trabalho de ser mãe.


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