Acredito que muita gente gosta de se cuidar. De gostar do que vê no espelho. Nós mulheres, principalmente, temos a vaidade ainda mais aflorada. Mas o que acontece quando deixamos de ser simplesmente uma mulher, e nos tornamos mãe? Essa foi uma das grandes transformações que senti logo que Antônio nasceu e que hoje, tentando buscar um tema par escrever para vocês, uma amiga me lembrou de tudo isso. Vou contar um pouquinho como foi por aqui.

A gravidez em si já me deixou um pouco mais relapsa com a vaidade. Nos últimos dez dias, com o afastamento do trabalho, e a rotina apenas dentro de casa nos últimos preparativos para a chegada dele, me descuidei bastante. Cabelo sempre preso, muito quebradiço e com frizz. Nenhuma maquiagem e muito, muito inchaço.

Com Antônio recém nascido, o ritmo ficou o mesmo por um tempo. Como ele mamava e sempre estava no meu colo, dificilmente eu soltava os cabelos. Também sempre tive muita queda de cabelo. No pós-parto e durante a amamentação isso aumentou bastante. Apesar de estar vivendo um dos momentos mais plenos e felizes da minha vida, eu estava fisicamente muito descuidada. E isso durou algum tempo.

Tive seis meses de plena licença maternidade. Ficava todo o dia dentro de casa, sozinha com meu pimpolho. Eventualmente chegavam visitas, mas a maior parte de tempo estava só eu e ele, então a vaidade realmente não tinha muito espaço. Tinha muitas olheiras, cochilos no meio da tarde e muito amor. Ah, isso tinha de sobra.

Claro que nos finais de semana, e quando tinha alguém para ficar com Antônio, eu me cuidava um pouquinho mais. Tomava banhos demorados, hidratava a pele e procurava ir voltando a Maira de antes. Após os seis meses da licença, com a volta ao trabalho, comecei a tentar ver opções de tratamento nos cabelos, passei a me cuidar mais no dia a dia, afinal, eu estava voltando ao mundo.

Hoje, o que eu vejo de mais interessante nisso tudo é como nossa mente age em determinados momentos da nossa vida. Eu sempre gostei de me arrumar, de estar bem apresentável e bonita. Mas quando Antônio e eu estávamos naqueles momentos que eram tão nossos, eu pouco me importava para nada disso.

Hoje, com ele maiorzinho, consigo me cuidar um pouco mais. Já posso deixa-lo na TV para fazer algo para mim, e, quando acordo um mais cedo, me arrumo um pouco mais para o trabalho. Em dias esporádicos com alguma reunião importante no trabalho, ou nos finais de semana, o cuidado acaba sendo maior. Mas no geral, no dia a dia, a vaidade acaba não sendo uma grande prioridade.


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