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Basta dar uma passada de olho nas fotos da galeria acima para tirar a prova da mudança drástica que o personagem João Lucas, de ?Império”, sofreu nos últimos meses. De playboy rebelde, ele se tornou um pai apaixonado pelos filhos gêmeos e um homem capaz de tudo para aprender a bajular e amar a sempre melhor amiga – e agora esposa – Du (Josie Pessoa).

Daniel Rocha, ator que vive o filho caçula do Comendador José Alfredo (Alexandre Nero), analisou junto com o site iG o caminho que o personagem percorreu. O paulistano de 24 anos nascido no Ipiranga não poderia estar mais satisfeito com o amadurecimento de Lucas. E canta a bola que todos os erros do passado nada mais eram do que uma tentativa de se olhar no espelho e enxergar seu poderoso pai.

“Freud explica muitas coisas. Esse personagem foi muito estudado nesse sentido. Analisei tudo isso, o motivo de ele querer fazer aquelas coisas no início da novela. Foi um processo bem baseado em teses sobre famílias?, disse.

Segundo Daniel, o que motivou Lucas a assumir uma nova postura foi o amor. Primeiro, quando ele se apaixonou por Maria Ísis (Marina Ruy Barbosa), depois com Du e os filhos. ?A família nunca mostrou muito afeto. Quando ele viu que poderia gerar em alguém o que ele não gerava na família, deu um estalo?, opinou.

Na entrevista abaixo, concedida pelo Portal IG, você descobre um pouco mais sobre Daniel, um cara formado por yin e yang de maneira brutal. Quer exemplo? Ele toca violino (bem!) e já foi da seleção brasileira de kickboxing! Tudo isso junto dá o bonitinho (e solteiro) que a gente assiste em cena todas as noites da tela da Globo. Confira!

iG: João Lucas começou a novela como um moleque rebelde e hoje, de terno e gravata, se mostra um homem. Como você avalia essa trajetória do Lucas?

Daniel Rocha: O jogo virou. Ele veio de uma família complicada e sempre foi deixado de lado pelos pais, que davam atenção para os outros filhos. Acho que foi mais por isso que ele começou a usar drogas e fazer tudo que ele fazia nas ruas. A rebeldia era como válvula de escape. Era muito para provocar e chamar atenção da família. Acho que a mudança interna começou quando ele se viu apaixonado pela Ísis. Ali, naquele momento, ele já se movimentou, começou a trabalhar, começou a ver o mundo diferente. Foi o amor mesmo que o guiou, e agora ele está aí, amando a Du, superpai, trabalhador, se importa com a mulher…

iG: Você acha que o amor foi o fator decisivo para ele sofrer esse baque de amadurecimento na marra?

Daniel Rocha: Foi o amor, sim. A família nunca mostrou muito afeto. Quando ele viu que poderia gerar em alguém o que ele não gerava na família, deu um estalo.

iG: E sobre esse amor que ele descobriu por Du? Não acha que na verdade sempre existiu, só que ele não enxergava?

Daniel Rocha: Acho que ele estava muito focado em outras coisas, na verdade, quando eram só amigos. O João Lucas começou a abrir os olhos, e a Du resistiu num primeiro momento. Esse foi o pontapé para ele mudar e ter outra relação com a parte amorosa. Ele passou a amar os filhos que iam nascer, e até a relação com a mãe mudou. Na maternidade, quando os gêmeos nasceram, temos várias cenas do Lucas agradecendo a mãe, muito carinhoso. Até com o pai, quando ele falou sobre a Isis, ele se justificou afirmando que só se envolveu porque queria copiá-lo.

iG: Pois é, sobre o trelelê que ele teve com Maria Isis, você acha hoje que foi mais para provocar?

Daniel Rocha: Totalmente. Tem esse lance de competir com o próprio pai, que nunca o tratou da maneira como tinha que ser tratado. Freud explica muitas coisas. Esse personagem foi muito estudado nesse sentido. Eu analisei tudo isso, o motivo de ele querer fazer aquelas coisas no início da novela. Foi um processo bem baseado em teses sobre famílias.

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iG: Você acredita que é possível manter um relacionamento entre homem e mulher sem envolvimento?

Daniel Rocha: Acho que é possível, sim. E sou a favor que isso aconteça. Tenho amigas há anos e nunca aconteceu nada entre nós. Não sei se vai acontecer (risos), mas a amizade é bacana. Conto tudo para elas, e elas para mim. São muito companheiras mesmo, e são mais velhas, têm uma cabeça diferente. Elas conseguem me dar conselhos mais maduros, mais bacanas. Mas, independentemente de relacionamento amoroso ou não, para qualquer relacionamento dar certo é preciso muita amizade. E isso o João Lucas e a Du já tinham isso, era nato.

iG: Como é gravar com os bebês?

Daniel Rocha: Eles choram, viu? (risos) Estou tendo uma experiência momentânea como pai. Eles são bem pequeninhos, estão com dois meses. E são dois, né? Às vezes, quando um fica quietinho e o outro começa a chorar, o quietinho acorda? Eu só penso nos pais, que não devem dormir (risos). Foi a primeira vez que peguei um bebê tão pequeno no colo. Meu afilhado, que hoje está com sete meses, eu peguei a primeira vez com seis meses. Ele já estava mais durinho, mais fortinho. Bebê é bem diferente.

iG: É um sonho se tornar pai?

Daniel Rocha: Por enquanto, não. Estou focado na carreira. Agora é meio impossível dar toda atenção necessária que um filho merece. Se acontecesse por agora, se vier essa aventura e eu tiver um filho, ia amar, dar atenção, e equilibrar entre carreira e filho. Mas ainda sou muito novo. Estou solteiro e trabalhando muito. Estamos praticamente morando no Projac (risos). Mas está tudo certo. Os roteiros estão saindo, os textos estão ok? Dá para se organizar na vida e gravar.

iG: Você passou por algum momento de rebeldia em casa?

Daniel Rocha: Acho que todo adolescente passa por isso, por uma crise de identidade e tal. Mas eu tinha uma válvula de escape na época que era a luta (Daniel fazia parte da seleção brasileira de kickboxing e é campeão panamericano no esporte). Eu tinha uma responsabilidade com aquela equipe, com a seleção, e isso ajuda muito a segurar a cabeça. Soltava minhas feras lá. E outra coisa, eu sempre tive muito foco no que queria para vida. O João Lucas não tem, ele é meio adolescente ainda.

iG: Você acha que aquela fase rebelde do Lucas não era também para enfrentar um comportamento parecido com José Alfredo? Acha que eles são semelhantes em alguns aspectos?

Daniel Rocha: Olha, o gene daquela família é forte, né (risos)? Acho o José Pedro (Caio Blat) e a Maria Clara (Andréia Horta) mais passivos, enquanto o Lucas bota as opiniões na mesa. Ele enxergava aquela família e falava na cara o que achava dela. Ele é a pessoa que não tinha papas na língua, e o Comendador é um pouco assim também. Ninguém ousa ir contra a palavra dele.

iG: E no fim das contas, o primeiro da família, fora Cristina, a ver o Comendador vivo será João Lucas, né?

Daniel Rocha: Pois é, vai ter esse encontro. O Lucas vai ser, sim, o primeiro a ver o pai vivo. Ele, que sempre foi o filho que teve mais embates, inclusive com a mãe, agora está mais sociável, digamos assim.

iG: Daniel, você ainda toca violino?

Daniel Rocha: Olha, ando um pouco sem tempo, mas toco sim. Quero até trazer ele para o Rio (a família de Daniel é de São Paulo). Violino é como andar de bicicleta. Uma vez que você aprende, sempre vai tocar. Claro que estou enferrujado, os dedos não correm na mesma velocidade, mas ainda sei, sim.

iG: Você é bem extremo, né? Ao mesmo tempo que pode tocar violino, que é algo delicado, você encara a luta notatame com toda, digamos, brutalidade que ela exige. Dá para explicar isso?

Daniel Rocha: Sempre fui assim, de opostos. Sou um homem que tem as duas coisas. Sempre tive ouvido para música, quis aprender violino e gosto de arte – claro, senão não seria artista. Tenho esse lado mais apurado. E também sempre gostei de esporte, luta, carro, moto? Só não de futebol. Sou assim mesmo, nada linka. E é isso que me equilibra. Os gostos tão divergentes me dão o centro.

iG: Você mora sozinho aqui no Rio? Sente muita falta da rotina de São Paulo?

Daniel Rocha: Agora já não sinto mais tanto, não. Quando mudei para cá, para fazer ?Avenida Brasil?, que foi minha primeira novela, sentia bastante falta dos amigos, da família e da velocidade cultural de São Paulo, que é muito grande. Bem mais que no Rio. São Paulo é mais direcionada às artes, e no Rio falta isso. Sobre estilo de vida, hoje em dia já acostumei e acho incrível a vida que o carioca leva. Fora que o trabalho está aqui, né? Já fiz bons amigos cariocas também.

iG: O que vem depois de ?Império??

Daniel Rocha: Pois é, não sei muito bem. Quero voltar a fazer teatro, que é minha casa, e cinema. Tenho alguns projetos encaminhados, mas não sei ainda se vai rolar, não. Para TV ainda não me sondaram para nada. Pelo menos, se me chamaram, eu ainda não sei (risos).

Fonte: IG Gente


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