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Os feirantes que não foram contemplados com as bancas do Mercado do Conjunto Augusto Franco realizaram uma manifestação na manhã deste domingo (11 de janeiro), na tentativa de permanecer comercializando produtos alimentícios na região aos domingos. Segundo os feirantes, a manifestação foi repreendida por agentes da Guarda Municipal, o que teria gerado tumultos e insatisfações.

Com o funcionamento do Mercado Milton Santos daquela localidade, a feira que era realizada na praça foi extinta por determinação da Prefeitura de Aracaju. De acordo com informações do vice-presidente da Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb), Edvaldo Fernandes, a praça só será utilizada como espaço de feira livre nas quartas-feiras.

Esta decisão da Prefeitura Municipal de Aracaju deixou feirantes insatisfeitos. Eles também reclamam dos critérios usados pela PMA na distribuição das bancas que estão funcionando na parte interna do novo mercado. ?Tem gente aí que não tem nem um ano que trabalha na feira e ganhou banca e a gente que estamos há mais de 25 anos , 30 anos, trabalhando ficamos de fora?, reclama o feirante Joseilson dos Santos. ?Isto deixou a gente indignado?, observou.

O feirante José Fernando de Lima revelou que o grupo excluído do novo mercado se dedicou, participando de curso de aperfeiçoamento e, mesmo assim, houve a exclusão. ?Eles disseram que iam sortear, mas não houve sorteio nenhum. A gente só perdeu tempo fazendo curso, pegando o diploma, só estamos perdendo direito?, desabafou.

Um outro comerciante, que preferiu não ser identificado, revelou que a equipe da Guarda Municipal agiu com violência para conter a manifestação dos feirantes. ?O pessoal ia queimar pneu aí na frente, mas teve gente que recebeu fantada?, disse. A suposta da vítima da agressão, segundo revelou o comerciante, acabou saindo do local. As informações são contraditórias. Alguns disseram que houve presos, outros negaram as prisões, mas sustentaram as supostas agressões.

O vice-presidente da Emsurb nega que a Prefeitura de Aracaju tenha beneficiado pessoas privilegiadas. Segundo Edvaldo Fernandes, todos os comerciantes contemplados com as bancas já tinham sido cadastrados pela PMA antes mesmo da obra do Mercado Milton Santos ser iniciada. Ele reconhece que o espaço foi insuficiente para contemplar todos os comerciantes e admite que haverá sempre insatisfações. ?Porque a prefeitura não tem como atender a todos?, justificou.

O vice-presidente disse que desconhece as agressões, mas admitiu que o órgão solicitou apoio da Guarda Municipal e também da Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT) para manter a ordem porque já havia informações sobre possíveis protestos contra a extinção da feira livre aos domingos.

A assessoria de imprensa da Guarda Municipal informou, por meio de nota enviada ao Portal Infonet, que a equipe encontrou as vias interrompidas pela manhã e que atuou com apoio da Polícia Militar para desobstruir as vias. Na nota, a GMA admite que registrou um tumulto nas proximidades da delegacia, envolvendo uma possível queima de pneus. “A GMA fez a intervenção. Um homem que estava com a gasolina foi detido e, posteriormente, os GMs negociaram a liberação dele, solicitando que retirassem o material (os pneus) da via”, revela a nota.

“Destacamos que a Guarda Municipal de Aracaju sempre age, pautada na legalidade, para garantir a ordem e a segurança”, completa a nota enviada pela assessoria ao Portal Infonet.

Fonte: infonet.com.br


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