“Fui taxado de viado e minha irmã era a virgem do Brasil”, recordou o cantor em entrevista à canal de YouTube 

Junior e Sandy
Reprodução/Instagram

Junior Lima, que começou a cantar ao lado da irmã, Sandy, aos seis anos, concedeu entrevista a PC Siqueira, Cauê Moura e Rafinha Bastos, do canal Ilha de Barbados, no YouTube, para discutir os riscos que a exposição na mídia causa na vida de quem influencia e de quem é influenciado.

No bate-papo, o cantor falou sobre a relação com jornalistas quando ainda era criança e a inocência ao dar entrevistas.

— As coisas mudaram muito, porque você passava pela imprensa para poder chegar até as pessoas. Tudo tem o lado bom e o lado ruim, né?! Por um lado, pode ser manipulado, na maioria das vezes era, aquela manchete sensacionalista. E era f*** porque eu comecei muito moleque, com 6 anos de idade. E aí você vai dar entrevista. Imagina que sempre vem os repórteres mais “maladrão”, com uma malícia que um moleque não tinha. Eu e minha irmã não tínhamos. E a gente pagou caro por isso, muitas vezes.

Em seguida, ele recordou os boatos que surgiam e ao longo do tempo se perpetuaram.

— Desde me chamar de viado e minha irmã, de a virgem do Brasil, foi por causa de uma entrevista de vacilo, sabe, que você não vê a maldade que a pessoa está falando.

Em outro momento, Júnior relembrou dos conselhos que recebida do pai, o sertanejo Xororó, para não ser mal interpretado pelo público.

— Lembro que o meu pai me falou do perigo de uma entrevista mal interpretada, de ter cuidado com o que expor. Por uma lado foi ótimo, por outro foi ruim porque fiquei meio preso. Tentava dar uma entrevista mais concisa possível.

Pai do pequeno Otto, de 1 ano e 6 meses, Junior disse ainda que não pretende esconder o filho da mídia, mas que também não quer que o menino tenha a mesma superexposição que ele teve na infância.

Junior com o filho, o pequeno Otto
Reprodução/Instagram

Junior com o filho, o pequeno Otto

Reprodução/Instagram

— Postei uma foto dele com cinco dias de vida para matar a curiosidade, mas depois disso a carinha dele mudou completamente. Agora eu posto o mínimo possível. Eu tento preservá-lo porque ele não está escolhendo esta exposição, quando puder escolher um pouco mais eu vou poder dar o meu parecer, minha opinião, mas é opção dele. 

Júnior ainda recordou como e porque entrou no mundo artístico. 

— Foi uma escolha minha viver da música, cantar, fazer show. Eu via meu pai desde molequinho saindo de casa todo arrumado para fazer show. No dia a dia eu o chamava de pai e quando ele botava roupa de show eu o chamava de Xororó. Tinha uma coisa meio que de super-herói. Na época eu acompanha Balão Mágico, Trem da Alegria, e aí comecei a ver que era possível uma criança também poder fazer isso. Eu e minha irmã, a gente ficava azucrinando os meus pais para eles liberarem a ideia de a gente poder trabalhar com música.

Fonte: R7, por Aurora Aguiar


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