Maria

A senadora Maria do Carmo Alves (DEM) participou ontem (19 de novembro), em Brasília, do lançamento da Campanha Nacional dos 16 dias de ativismo pelo fim da violência contra as mulheres. Este ano, a campanha traz como alerta o fato de que a exposição da intimidade da mulher, contra sua vontade, na internet, também é violência.

“Infelizmente, de forma lamentável, as mulheres têm sido vítimas de toda forma de violência, desde aquelas mais discretas que, muitas vezes nem a própria mulher se dá conta, até as mais estúpidas como a morte”, afirmou Maria, ressaltando a necessidade de se estruturar os fóruns adequados para que as mulheres-vítimas, sintam-se à vontade para denunciar a violência à que é submetida.

A senadora lembrou que o período escolhido para a Campanha é bastante simbólico, já que se inicia no dia 25 de novembro – declarado como o dia Internacional de Não Violência Contra as Mulheres – e finaliza no dia 10 de dezembro – dia Internacional dos Direitos Humanos. Desta forma, é feita uma vinculação entre a luta pela não violência contra as mulheres e a defesa dos direitos humanos.

Hoje, cerca de 150 países desenvolvem esta Campanha. No Brasil, a campanha é realizada desde 2003 por meio de ações de mobilização e esclarecimento sobre o tema. No país, o início da Campanha foi antecipado para o dia 20 de novembro – Dia Nacional da Consciência Negra – pelo reconhecimento da opressão e discriminação históricas contra a população negra e, especialmente, as mulheres negras brasileiras que são as principais vítimas da violência de gênero.

Uma das ações mais significativas da campanha acontece no dia 06 de dezembro, proclamado como Dia da Mobilização de Homens pelo Fim da Violência contra a Mulher. Esse dia lembra o massacre de 14 mulheres, estudantes de engenharia da Escola Politécnica de Montreal – Canadá, praticado, em 1989, por um homem que discordava que mulheres pudessem ter acesso a cursos de engenharia. Nessa data, são distribuídos laços brancos aos homens, para que, ao aceitar usá-los, eles se posicionem contra todas as formas de violência contra a mulher. Esta ação ficou conhecida como Campanha Mundial do Laço Branco.

Fonte: Por Milton Júnior (Aracajufest)


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