A obesidade e o desenvolvimento de problemas cardiovasculares estão entre os principais riscos do sedentarismo

Reprodução internet.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, nesta quarta-feira (17), o resultado do suplemento Práticas de Esporte e Atividade Física, da Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios – Pnad 2015, realizado em parceria com o Ministério do Esporte, que revelou que mais da metade da população acima de 15 anos do país nunca praticou esportes. A pesquisa mostrou ainda que 57,3% dos adolescentes de 15 a 17 anos, informaram que o principal motivo para não se exercitarem foi não gostarem ou não quererem.

Os resultados obtidos na pesquisa servem de alerta, visto que o sedentarismo e a hipoatividade estão associados ao risco de desenvolver excesso de peso, ocasionando obesidade e consequentemente ao risco de desenvolver doenças cardiovasculares na idade adulta, anormalidades metabólicas como nível de colesterol alterado, diabetes, hipertensão, insônia e várias desordens metabólicas, explica a nutricionista Daniele Andrade. Além do sedentarismo fatores como má alimentação (consumo de industrializados, fast food e de alimentos com alto teor lipídico, bem como alguns fatores emocionais como ansiedade devido ao stress do dia a dia e o isolamento social, podem levar ao consumo excessivo de alimentos doces e gordurosos como uma forma de compensação, afirma a nutricionista.

Mas, porque os jovens não se interessam por esportes e atividades físicas? Uma explicação pode está na fascinação pelos jogos eletrônicos, redes sociais e/ou mesmo por passarem horas navegando na internet ou em frente a TV. Outra justificativa é o medo da violência, que faz com que crianças e adolescentes não saiam mais de casa e não participem de brincadeiras que estimulam o gasto energético como pega-pega, pula corda, pique-esconde, amarelinha, entre outras.

Estimular a prática esportiva e de atividades físicas é uma missão para os pais. Já o tipo de exercício a ser realizado vai depender da afinidade e desenvolvimento dos adolescentes, afirma o educador físico Pablo Gavazza, coordenador técnico da rede de academias Hammer Fitness Club, unidade Rosas. Segundo ele, o primeiro passo é consultar um médico para liberação da atividade e logo após, buscar um profissional capacitado para a prescrição, acompanhamento e monitoramento do aluno, durante a pratica das atividades. “Nesta fase da vida o risco de lesão é maior, pois os músculos, ligamentos e tendões ainda estão se desenvolvendo, por isso é imprescindível o acompanhamento de um educador físico para garantir os bons resultados”, ressalta. De acordo com Gavazza, a prescrição do exercício adequado levará em consideração, também, a maturidade do aluno.

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Fonte: por Líliam Cunha.


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