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Agentes da Guarda Municipal de Aracaju (GMA) foram acionados na manhã dessa quarta-feira (18 de dezembro) para conter os ânimos de taxistas bandeirinhas e clandestinos que se mobilizavam em frente à Câmara de Vereadores, centro da capital. Pelo segundo dia consecutivo os trabalhadores se reuniram a fim de cobrar dos parlamentares uma atuação mais consistente junto ao pleito das categorias que, mais uma vez, são distintos. De um lado, um grupo exige a legalização do serviço clandestino; do outro, os profissionais criticam a falta de fiscalização contra os taxistas inconstitucionais e a fragilidade do sistema que permanece oferecendo brechas para o transporte ilegal de passageiros em Aracaju.

Diante do desentendimento, os agentes tiveram que interceder no ato público. Durante a atuação dos guardas, parte da Rua Itabaiana necessitou ser interditada e gerou em grandes congestionamentos nos arredores da Câmara de Vereadores. De acordo com o taxista Valdir Costa dos Santos, a imparcialidade da maioria dos vereadores é resultado de uma estratégia política. Segundo do aracajuano que trabalha com taxi há mais de 20 anos, esse pleito dos bandeirinhas é antigo, mas os parlamentares e gestores da Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT) não atuam conforme exige a Constituição Federal.

“A falta de atuação dos nossos vereadores só poderia acabar nesse tipo briga. O problema disso aqui não é o povo não, são os parlamentares que não se dão conta que a clandestinidade precisa ser combatido, mas os interesses políticos, de votos mesmo, estão em primeiro lugar. Eles fingem que relevam essas reivindicações, os erros continuam acontecendo e as manifestações aqui na frente da CMA também”, disse. Já para o taxista Guilherme Júnior, motorista morador da cidade da Barra dos Coqueiros e não credenciado pela SMTT de Aracaju, os conflitos só foram iniciados após fúria dos taxistas habilitados para o transporte público. Para Gulherme, falta senso social e humano.

“Tem cliente pra todo mundo e se nós estamos trabalhando mesmo que sem o apoio da SMTT é porque temos clientes que precisam de nós. Estamos nos locais onde os colegas taxistas que são credenciados não vão. Eu quero que alguém lá da Atalaia Nova, do Santa Maria ou do Mosqueiro ligue para qualquer empresa de taxi pra ver se alguém vai te buscar. Falta parceria desse grupo egoísta. Estamos aqui para cobrar proteção por parte dos vereadores”, afirmou. Conforme declarado pelo Sindicato dos Taxistas de Sergipe (Sintax), as mobilizações devem continuar até que as reivindicações dos profissionais sejam devidamente atendidos pelos vereadores e prefeito.

“Se eles vão continuar brigando contra nós, a gente também vai continuar na rua lutando por mais respeito e ampliação dos registros funcionais. É preciso ter consciência que o trabalho clandestino vai permanecer até o dia que todos os locais de Aracaju sejam assistenciais pelas empresas de taxi. Enquanto um acordo não for firmado, essas brigas e engarrafamentos vão continuar”, alegou o clandestino José Paulino Soares. Durante o ato público nenhum manifestante foi detido.

Fonte: Por Milton Júnior (Aracajufest)


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