Realizada em diferentes espaços da capital, como o Museu da Gente Sergipana, o Sesc Comércio e o Centro Cultural de Aracaju, a mostra mobilizou estudantes, realizadores, pesquisadores e público em geral, consolidando sua atuação como um dos principais eventos do audiovisual no estado. Ao longo da programação, questões como formação de público, educação antirracista, acesso ao cinema e distribuição independente apareceram de forma recorrente nas sessões e debates.
A relação entre cinema e educação foi um dos destaques da programação, com a participação de professores e estudantes em diversas atividades. A professora e pesquisadora Edileuza Penha ressaltou o papel do audiovisual na formação crítica. “Pensar cinema e educação é pensar novos mundos possíveis. O cinema tem esse poder de nos fazer sonhar e ampliar horizontes”, disse.
A mostra também abriu espaço para o público infantil, com sessões voltadas às crianças, e promoveu o encontro entre diferentes grupos sociais, incluindo estudantes da rede pública e pessoas atendidas por projetos sociais. Para o produtor executivo da EGBÉ, João Brazil, essa dimensão é central desde a criação do evento. “Trazer o público para a sala de cinema e apresentar produções de cinema negro é fundamental para ampliar repertórios e fortalecer a formação cultural”, destacou.
Outro eixo importante da edição foi o debate sobre circulação e distribuição de filmes. Durante a programação, a cineasta e distribuidora Camila de Moraes chamou atenção para os desafios enfrentados pelo cinema independente. “A gente precisa criar estratégias e parcerias para que esses filmes cheguem ao público. Nada se faz sozinho”, afirmou.
Além das sessões e debates, a EGBÉ contou com a Feira do Mangaio Negro, que reuniu empreendedores locais e fortaleceu o diálogo entre cultura e economia criativa, ampliando a presença do evento para além das salas de exibição. No encerramento, a diretora-geral celebrou o resultado da edição. “Foi uma edição muito emocionante, com sessões cheias, encontros importantes e trocas muito potentes. A gente sai com a sensação de que o trabalho cumpriu seu papel”, disse Luciana Oliveira.
Criada em Sergipe, a EGBÉ chega à sua 9ª edição reafirmando seu caráter contínuo como projeto voltado à formação de público, à mediação cultural e à circulação do cinema negro. A edição foi contemplada nos editais da Política Nacional Aldir Blanc em Sergipe e conta com o apoio do Governo do Estado, por meio da Fundação de Cultura e Arte Aperipê (Funcap), via PNAB, com direcionamento do Ministério da Cultura. Ao longo dos anos, a mostra tem ampliado sua atuação no estado e fortalecido conexões com o cenário nacional.






