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Aplicativo incentiva o diálogo franco sobre HIV

Sabemos que além da medicação, a informação é um elemento fundamental para o combate do vírus HIV. Para disseminar o conhecimento e informações foi lançado, no mês de julho, o aplicativo Posithividades. O lançamento fez parte da programação da parada LGBT de São Paulo e em quatro meses de lançamento o APP já conta com aproximadamente oito mil usuários, sendo 10% está espalhado por 60 países. 

O projeto Posithividades é idealizado como um modelo de rede social, onde há interação e troca de experiências diretas entre os usuários, de forma anônima, ou não, e segura. No ambiente virtual do aplicativo, o projeto traz depoimentos de soropositivos contando suas histórias, notícias atualizadas, chat em grupo ou privado e um guia médico com as principais ONG’s e CTA’s do País.

É importante lembrar que o Posithividades é um projeto de inclusão, logo, não é exclusivo para pessoas soropositivas. Com seu slogan “Você não precisa ser soropositivo para falar sobre HIV”, há o desejo de aproximar soropositivos de soronegativos, convidando todas as pessoas a interagirem tendo como base o tema HIV, assunto que hoje ainda é visto como um tabu por muitos.

Sergipe

Em Sergipe, no último mês de agosto, foi divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde, a existência de 5.797 casos em Sergipe, sendo que 4.610 estão em tratamento. Na capital, são 2.378 casos, ou seja, 41% do total do estado.

A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio do Programa Estadual de IST/Aids busca constantemente alertar sobre a importância do uso do preservativo nas relações sexuais, independente de gênero ou orientação sexual. Segundo o coordenador do Programa, Almir Santana, os jovens precisam se conscientizar mais sobre os riscos e mudar o comportamento, quando o assunto é a utilização da camisinha.

 “Os jovens de hoje não viveram uma época em que a Aids tinha uma letalidade alta e eles não se assustam tanto com o problema do HIV. A maioria acha que não corre risco, mas isso é uma ideia totalmente errada. E os últimos dados obtidos são preocupantes porque mostrou que muitos  jovens homossexuais não estão utilizando o preservativo. Precisamos fazer um alerta e conscientizar ainda mais esta parcela da população sobre a importância do uso da camisinha, independente de orientação sexual. Muitos não utilizam por decisão própria e não por falta de informação. É preciso na verdade haver uma mudança de comportamento”, explica.

De acordo com dados do Ministério da Saúde, jovens entre 15 e 24 anos estão entre os que menos utilizam o preservativo. A não utilização da camisinha é o  maior responsável pelo aumento de pessoas com Aids no país. De 2006 a 2015 essa taxa mais que triplicou entre pessoas de 15 a 19 anos, subindo de 2,4 para 6,9 casos para cada 100 mil habitantes. Já na faixa etária de 20 a 24 anos, a proporção dobrou com 33,1 casos para cada 100 mil habitantes atualmente.

 Ainda de acordo com Almir, as escolas públicas e particulares precisam abordar mais os assuntos sexualidade e prevenção e, inclusive, os pais dos jovens também. “Esses assuntos precisam ser discutidos com frequência nas escolas e também dentro da casa dos jovens. Muitos jovens, infelizmente, não têm a percepção dos riscos de uma relação sexual sem preservativo e estão se expondo cada dia mais ao HIV. A camisinha continua sendo o principal método de prevenção”, ressalta Almir.

Aplicativo

A ideia para estruturar o App surgiu da experiência pessoal do seu idealizador, o administrador Lucian Ambrós que, durante cinco anos, pesquisou e identificou junto aos soropositivos quais eram as principais deficiências e necessidades que as pessoas infectadas tinham. “Com os dados em mãos, podemos desenvolver um aplicativo que atendesse todas as necessidades de interação e informação que os soropositivos relatavam durante nossa pesquisa. Eles é que desenharam nosso plano de ação”, conta.

Lucian foi premiado em março de 2017 com o projeto em 1º lugar na etapa estadual do Desafio Universitário Empreendedor/Sebrae e ficou entre os 10 melhores projetos do País. Vanessa de Castro é uma das colaboradoras do projeto, assim como Junior Abranches que é desenvolvedor de Sistemas de Informação e criou a versão atual do App, Dayse da Cunha da área de Biomedicina e a empresa Gestalt Coworking, empresa de consultoria e desenvolvimento de projetos empresariais.

O site e o aplicativo do projeto passarão, em breve, por uma reestruturação e irá alcançar plataformas nas versões em inglês e espanhol.  Mais informações sobre o App podem ser obtidas no site www.posithividades.com.br. O aplicativo está disponível para download gratuito para as plataformas Android e IOS

Fonte: Assessoria de Imprensa

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