Em tempos de instabilidade econômica, a qualificação profissional torna-se ainda mais necessária para o ingresso no mercado de trabalho. Diante disso, a Secretaria Municipal da Assistência Social de Aracaju promove, para a população beneficiária dos Centros de Referência da Assistência Social (Cras), cursos de inclusão produtiva. 
 
Desde o início de 2018, a Secretaria da Assistência vem realizando mapeamentos para visualizar as possibilidades de inserção da população no mercado de trabalho. Essas análises são feitas em conjunto com os usuários dos Cras, que expõem sobre quais cursos gostariam de participar. Juntos, a equipe e os usuários selecionam um conjunto de formações e elas são disponibilizadas à população e tem como público prioritário os beneficiários do programa Bolsa Família. 
 
A inclusão produtiva articula ações e programas que favorecem a inserção no mundo do trabalho. Atualmente, cinco cursos de inclusão produtiva estão acontecendo através da Secretaria da Assistência Social. São eles: porteiro e vigia, no Cras Carlos Fernandes de Melo; agente de limpeza e conservação, no Cras Maria Diná Menezes; corte e costura, no Cras Santa Maria; curso básico em escova, no Cras Pedro Averan; e assistente administrativo, no Cras Enedina Bomfim.  
 
Os cursos são ministrados pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), obedecem a cargas horárias específicas e contam com aulas teóricas e práticas. Através da contratação realizada pela Prefeitura de Aracaju, os alunos dos cursos podem usufruir, nos Cras de seus territórios, de toda a estrutura que seria oferecida na própria sede do Senac, economizando custos com transporte, por exemplo. 
 
“No instante em que o país atravessa um momento de instabilidade financeira e cresce o índice de desemprego, é mais do que nunca necessário investirmos em ações que oportunizem à população maiores chances de geração de renda e de ingresso no mundo de trabalho. Além de todo o atendimento socioassistencial que já ofertamos, optamos por fortalecer as ações nessa área, que também são realizadas pela Fundação Municipal de Formação para o Trabalho (Fundat).  Com o certificado do Senac os alunos têm a possibilidade de pleitear uma vaga de emprego e também gerar renda a partir do próprio negócio. É isso que estamos buscando para a população aracajuana”, explica a secretária da Assistência Social, Rosane Cunha. 
 
Alany de Barros, professora do curso de Doces e Salgados, recém finalizado no Cras Carlos Hardman, acredita que a proposta da Assistência em fornecer as formações é um incentivo à economia aracajuana. “O nosso intuito é mostrar a todos os alunos que as nossas capacitações, se bem aproveitadas, têm o poder de transformar a vida deles. A Prefeitura de Aracaju está de parabéns porque através dessas formações é possível movimentar a economia da cidade e incentivar o empreendedorismo, que se faz cada vez mais presente em nosso país”. 
Para o segundo semestre, outra etapa de cursos de inclusão produtiva estão sendo preparados, levando em consideração o perfil de absorção do mercado de trabalho. 
 
Público Prioritário
 
Segundo Yolanda Santos, coordenadora de benefícios socioassistenciais e transferência de renda da Assistência Social, o projeto de inclusão produtiva é uma ação complementar ao programa Bolsa Família. “Nós temos o desejo que as famílias não apenas recebam os benefícios, mas que participem de capacitações e possam ter uma evolução profissional, para que em algum momento deixem de receber os recursos do Bolsa Família”. 
 
Nova fase
 
Tatiane Sandes frequenta o Cras Carlos Hardman. Ela participou do curso de Doces e Salgados e já trabalha na área. Aos poucos, Tatiane foi se encantando pela área e atualmente já complementa a renda familiar através de encomendas. “Minha filha mais nova frequenta o Cras e quando eu fui pegá-la vi a faixa que indicava a inscrição dos cursos. Como as minhas tardes são livres, resolvi fazer. Confesso que não fui com muitas expectativas, mas a cada aula eu ficava mais animada para aprender as técnicas e testava tudo em casa. Durante o curso, sempre me interessei em participar das atividades práticas e acredito que isso me ajudou bastante. Hoje eu já atendo pequenas encomendas da família, vizinhos e amigos. Estou no início, mas sei que daqui pra frente o trabalho com doces e salgados vai me render um lucro e tanto! Descobri que adoçar a vida das pessoas é algo que me faz muito feliz”. 
 
Fonte: Assessoria de imprensa

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