Laços: laço de fita, laços de sangue, laços do coração. Os vínculos que permeiam as relações de afeto entre as pessoas são diversos e nem sempre estão ligados diretamente a elos sanguíneos. No abrigo Caçula Barreto, unidade de acolhimento da Secretaria Municipal da Assistência Social, por exemplo, a equipe técnica trabalha para que o ambiente seja caloroso, mas também estimule a reconexão dos vínculos familiares. 

Comidas típicas, forró e quadrilha. As festas juninas são manifestações culturais muito fortes em todo o nordeste, sobretudo em Sergipe e Aracaju. Aproveitando essa oportunidade os profissionais do abrigo utilizam esse evento como uma forma de reaproximação dos abrigados a suas famílias nucleares ou extensas. Família nuclear é aquela formada pelos genitores e irmãos, já a família extensa são pessoas como tios, primos e avós. 

De acordo com a secretária da Assistência Social, Rosane Cunha, os momentos de confraternização são importantes também para que as famílias conheçam o trabalho que Prefeitura de Aracaju realiza com cada adolescente. “A prefeitura desenvolve esse trabalho com os abrigados durante todo o ano. Estamos aproveitando o momento de festejos juninos para fortalecer os vínculos, reintegrar as famílias e estreitar as relações entre eles. Também queremos mostrar às famílias dos abrigados o quanto nos preocupamos em desenvolver políticas públicas para cada um dos adolescentes que fazem parte do nosso público”, explica. 

Meiriane Bomfim é coordenadora do Abrigo Caçula Barreto e esclarece que a tentativa de reinserção familiar acontece de acordo com cada caso. “Alguns familiares dos nossos abrigados vieram participar da festinha de São João. Os que vêm não têm nenhum impeditivo judicial para que mantenham contato com os adolescentes. São pessoas que nós identificamos e que podem, em algum momento, fortalecer a afetividade com os acolhidos. Mas vale ressaltar também que analisamos cada situação individualmente, procuramos saber se existe o interesse no fortalecimento desse vínculo tanto do adolescente quanto de sua família e após o sinal positivo de ambos começamos esse trabalho”.  

Joana Araújo é irmã de um dos adolescentes residentes no Caçula Barreto. Ela, que também já fez parte de um abrigo, faz visitas constantes ao Caçula Barreto e recebe seu irmão quinzenalmente em sua casa. “Nós como irmãos temos a vontade de proteger sempre. Eu venho aqui quando posso e sei que o meu irmão é muito bem cuidado. Fico feliz que ele esteja em um ambiente bom, com pessoas que cuidam dele. Sobre nós morarmos juntos outra vez, o futuro é quem vai dizer, mas o amor que eu sinto por meu irmão é muito grande”.
 
 
 

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