Em apresentação aberta a todo o público, o grupo executará a Missa em Dó menor, do compositor alemão Robert Schumann

No próximo sábado, 25 de novembro, às 11h00, o Coro Sinfônico da Orquestra Sinfônica de Sergipe se apresentará no Museu de Arte Sacra, no município de São Cristóvão/SE. Em apresentação aberta a todo o público, o grupo, regido pelo maestro Daniel Freire, e com solos do soprano Verônica Santos, executará a Missa em Dó menor, do compositor alemão Robert Schumann. Nomeado de “Cantata Sacra”, o evento marcará o início da exposição do presépio natalino do Museu, cujo acervo sacro é um dos mais importantes do Brasil.
No programa ainda estarão canções de repertório popular, dos compositores Chiko Queiroga e Antonio Rogério, além do tradicional Adeste Fideles. A ORSSE tem como regente e diretor artístico o maestro Guilherme Mannis e é uma realização da Secretaria de Estado da Cultura. Este evento é de responsabilidade administrativa da Arquidiocese de Aracaju e tem Sayonara Viana em sua curadoria.
Sobre a apresentação
O Coro Sinfônico, nesta ocasião, apresentará excertos da “Missa em dó menor, op.147” cuja estreia no Brasil ocorreu neste ano, na íntegra, pelo próprio grupo junto à ORSSE. A peça data de 1852, foi escrita em latim e demanda uma grande capacidade técnica do Coro. É uma evidência da última fase composicional de Robert Schumann, que a escreveu em momentos de lucidez e busca de espiritualidade em um já considerável estado de demência.
Vale ressaltar que a apresentação da “Missa”, transcende o sentido litúrgico, tratando-se da realização de excepcional obra artística. No mesmo momento, serão apresentadas as obras Serpente e Fim de primavera, dos compositores Chiko Queiroga e Antonio Rogério, ambas com arranjo do maestro Daniel Freire (regente do Coro Sinfônico). A apresentação será finalizada com o tradicional Adeste Fideles, de John Francis Wade.
Sobre o maestro do Coro Sinfônico
Pianista da Orquestra Sinfônica de Sergipe (ORSSE) e regente do Coro Sinfônico da ORSSE desde sua fundação em 2005, Daniel Freire é graduado em piano pela Universidade Federal da Bahia, onde também cursou composição e regência. Apresentou-se como recitalista em diversas cidades brasileiras (RJ, SP, Curitiba, Brasília, entre outras) e nos Estados Unidos, onde ministrou aulas de piano e música brasileira no Summer Camp da Universidade de Rhode Island e realizou concerto na noite de Jazz no recital Hall da mesma universidade. Apresentou-se também em New York, New Jersey e Connecticut.
Como solista destaca-se: o “Concerto 21” e o “Concerto 23” de Mozart; “Fantasia Coral” de Beethoven; o “Concerto em lá menor” de Grieg; “Toronumbá” e “Toccata Amazônica”, ambas de Dimitri Cervo; “Petrushka” e “Pássaro de Fogo” de Igor Stravinsky; “Bachianas Brasileiras n° 3” de Villa-Lobos (registrado em CD da ORSSE, 2009). Como regente atuou à frente da Orquestra Filarmônica de Sergipe que em 2002 foi contemplada pelo programa de apoio a orquestras do Ministério da Cultura. Compôs e solou a “Rapsódia sobre meu papagaio” em 4 movimentos para piano e orquestra, além do Hino “Acorda Brasil”, hino oficial do Projeto Brasil 500 anos – Sergipe na História, para banda e coro, e diversos arranjos e orquestrações que vem sendo executados pela ORSSE. Foi o arranjador no Projeto Sergipe Sinfônico das músicas de Chiko Queiroga e Antônio Rogério e da harpista americana Patrice Fisher.
Fez arranjos e orquestrações das músicas “Atalaia” (Antonio Vilella), “Serpente”, “Fim de Primavera” e “Mestiça”, de Chiko Queiroga e Antonio Rogério, para coro e orquestra; além de “Noite Feliz” (para soprano, coro e orquestra), “Adeste Fideles” (orquestração), entre outros. Em 2014 foi admitido como Músico Efetivo do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Sergipe – IFS.
Sobre a cantora solista
Verônica Santos é soprano graduada em Canto Lírico pela Escola de Música da UFBA e pós-graduada pela UNB. Como docente passou pelo Conservatório de Música Schubert (BA). Lecionou e coordenou curso de canto lírico e técnica vocal na Fundação Cultural de Juazeiro (BA) e no SESC-Bahia, neste também fazia direção musical dos espetáculos de dança e teatro. De 2011 a 2013 ministrou disciplinas na Graduação de Canto da Escola de Música da UFBA. Profere palestras em eventos como na “Semana da Canção”, realizado no Conservatório de Música de Sergipe (2016).
Desde 2011 é preparadora vocal do Coro Sinfônico da ORSSE. Em seu repertório estão obras famosas como: a “Missa da Coroação” e a ópera “Le nozze di Figaro” (como a Condessa de Almaviva), de Mozart; a ópera “Il Tabarro” (personagem Giorgetta), de Puccini; Stabat Mater, de Pergolesi; Nona Sinfonia e Fantasia Coral, de Beethoven. Além destes, destacam-se o solo da Balada de Senta (“Traft Ihr das Schiff”), da ópera O Holandês Voador, de Wagner, e Recitativo e Ária de Elektra (“Estinto è Idomeneo”/“Tutte nel cor vi sento”) da Ópera “Idomeneo”, de Mozart e solo na primeira execução da Missa em dó menor, de Schumann, no Brasil (2017). Verônica tem participado de recitais de música de câmara e de projetos musicais desenvolvidos junto a Arena Cia de Artes, da qual é integrante-fundadora, com repertório do operístico ao camerístico.
Já esteve sob a regência de Rosa Eugenia Vilas Boas, Lanfranco Marcelletti, Horst Schwebel, Pino Onnis, Russel Shelley (EUA) e dos maestros Guilherme Mannis (diretor artístico e regente titular da ORSSE) e Daniel Nery (regente da OSUFS). Obteve o 2° lugar na categoria Máster, júri técnico, no 8º Festival Maranhense de Canto Lírico (2004) e participou de MASTER CLASS com alguns nomes conhecidos de cenário internacional e nacional como: Patrizia Morandini – Itália; António Salgado – Portugal; Martin Krasnenko — Alemanha; Arden Holpkin – EUA; Eliane Sampaio, Angela Barra, Honorina Barra, Mirna Rubim – Brasil; Ariadna Moreira – Brasil/Itália; Mariana Mihai – Romênia; Marcelo Okai – Áustria.
Sobre o Coro Sinfônico da ORSSE
Um dos mais destacados grupos vocais nacionais, o Coro Sinfônico da Orsse foi criado em 2005, já sob a regência do maestro Daniel Freire. A partir de 2011, a preparação técnica e vocal do Coro Sinfônico vem sendo realizada pela soprano Verônica Santos, que desde então desenvolve um trabalho específico com aulas de canto para os membros do coro, proporcionando um significativo crescimento vocal do grupo.
O Coro Sinfônico executou integralmente, com a Orquestra Sinfônica de Sergipe, obras como a “Nona Sinfonia” e a “Fantasia Coral” de Beethoven, a cantata “Carmina Burana” de Orff, o “Nänie” de Brahms, o “Choros nº 10” de Villa-Lobos, o “Messias”, de Händel, a “Missa de Santa Cecília” do Pe. José Maurício Nunes Garcia, o “Te Deum” de Bruckner, a “Missa Nelson” de Haydn, além das óperas “Orfeu e Euridice” de Gluck, “La Bohème” e “Tosca” de Puccini e “Aida” de Verdi. Também executou a “Missa da Coroação” e o “Requiem” de Mozart, o “Gloria” de Vivaldi, o “Hino das Nações” de Verdi, o medley do musical “Les Miserables” de Claude-Michel Schönberg, a “Suite Nordestina” com arranjo de Ronaldo Miranda; Atalaia, de Antonio Vilela; Fim de Primavera e Serpente, de Chiko Queiroga e Antonio Rogério. Além de excertos das óperas “O rapto do Serralho” de Mozart, “Cavalleria Rusticana” de Mascagni, “Nabucco” de Verdi, “Os Mestres Cantores de Nuremberg” e “Tannhauser” de Wagner. Em 2017, destacaram-se as estreias, no Brasil, da Missa em dó menor de Schumann e mundial, do poema sinfônico “A Terra do Rei”, de Thais Rabelo (harpista da Orsse). Já atuou sob as batutas de Guilherme Mannis, Daniel Nery, Marcelo de Jesus e Isaac Karabtschevsky.
Siga o Coro da Orsse no Facebook e Instagram: /corosinfonicosergipe
Fonte: Secult






