O AJUFEST bateu um papo com a vice-prefeita de Aracaju, Katarina Feitoza. Ela e Edvaldo Nogueira foram eleitos com 150.823 votos. Katarina Feitoza comenta que a política partidária não estava nos seus planos e ressalta que aceitou esse desafio por compreender que podia fazer mais pela capital sergipana. Além de poder colaborar cada vez mais com o desenvolvimento de Aracaju.
1 – A senhora já comentou em outras entrevistas que a política nunca foi o seu foco, mas acredita que aceitar o convite para ser a vice-prefeita de Edvaldo Nogueira, na prefeitura de Aracaju mostra a importância de desenvolver novos desafios. Além de sair da zona de conforto já que, a senhora tem quase 20 anos na polícia civil e não deixa de ser uma forma de incentivar e empoderar mulheres a criar novos desafios para a carreira profissional?
Katarina Feitoza – A política partidária não estava nos meus planos, de fato. Mas ela entrou em minha vida de forma arrebatadora e eu a encaro como uma oportunidade de ampliar minha atuação em prol da comunidade em que vivo, nasci e cresci. Aceitei esse desafio por entender que poderia fazer mais por Aracaju, pelos valores que acredito e por projetos que acho necessários, pois a política, quando bem exercida, é, sim, uma ferramenta importante. Então, é muito importante que a mulher comece a pensar na política partidária como o que ela é de fato: um meio de transformação social, porque é através dela política que podemos criar uma sociedade mais justa e mais igualitária.
2 – Seu nome sempre foi preservado e nunca esteve envolvido em polêmicas. Pensa que esse quesito, seja também um fator da escolha de fazer parte da chapa de Edvaldo. Afinal, a senhora sempre esteve a frente de grandes operações da polícia e sempre foi considerada como a “resolvedora de problemas”:
Katarina Feitoza – Eu acredito que foi uma junção de fatores e critérios, que vão desde o meu perfil, minha atuação na Polícia, até os interesses políticos. Eu sempre busquei, em todas as áreas que atuei, ser o mais prática e humana possível, tentando, de fato, resolver as questões com discrição, mas principalmente com senso de justiça.
3 – Katarina, hoje a senhora mais uma vez vai na contramão de tudo e de todos, pois vem cumprindo uma promessa declarada em alguma entrevista do passado recente onde a senhora diz: “Não serei uma vice-prefeita decorativa”. Atuante e participativa na gestão, a que se deve esse empenho. Será que podemos vislumbrar Katarina Feitoza prefeita de Aracaju?
Katarina Feitoza – Esse empenho vem do fato de termos recebido, Edvaldo e eu, 150.823 votos que nos dão uma grande responsabilidade. Eu não fui eleita para ser decorativa, o próprio Edvaldo tem me dado atribuições e eu tenho buscado conhecer toda a estrutura da administração para poder colaborar cada vez mais com ela.
4 – Katarina, como a senhora enxerga o atual cenário político brasileiro por meio da ótica da COVID-19. Será que chegamos a um ponto crucial onde os políticos precisam humanizar a política e defender a população sem restrições. Afinal, estamos no mesmo barco, mas não na mesma posição?
Katarina Feitoza – É um momento muito desafiador, sem dúvida. Momento em que a prioridade é combater essa pandemia e proteger nossa população, mesmo com as dificuldades financeiras. Então, mais do que nunca, planejamento e equipe capacitada são fundamentais para criar estratégias que possibilitem sair desse contexto o mais rápido possível.








