Divulgação, Felipe Panfili / CamaroteNº1/Getty Images

Anitta está com tudo! Sucesso por onde passa, a cantora voltou a ser comparada com a norte-americana Beyoncé, desta vez, pelo jornal francês “Le Monde” que, usando o título “Beyoncé carioca”, explicou como a brasileira se tornou um fenômeno planetário. A correspondente da publicação no Brasil relatou que o vídeo, publicado em dezembro no YouTube, alcançou em apenas 12 horas a 16ª posição no ranking do Spotify’s Viral Charts no país e que continua, quase três meses depois, entre os 200 título mais ouvidos no mundo. “Vista 203 milhões de vezes no YouTube em meados de fevereiro, a canção confirma o sucesso desta que é descrita como a “Beyoncé do Brasil”, falou o texto.

Cantora representa o funk brasileiro

A reportagem também explicou que Anitta – que segue construindo sua carreira no exterior – é uma verdadeira representante do funk brasileiro, “um movimento seguido de perto pelos especialistas musicais”. De acordo com a correspondente, esse ritmo, que antes era restrito aos bailes das favelas e às “tórridas discotecas da periferia de São Paulo”, ultrapassa finalmente suas fronteiras. Sandra Jimenez, responsável por dirigir o departamento de música do YouTube na América Latina, afirmou que “2017 foi o ano em que os talentos brasileiros quebraram a barreira de língua”. E seguiram o exemplo da carioca nomes como MC Kevinho ou MC Fioti. Para Carlos Palombini, professor de musicologia na Universidade Federal de Minas Gerais, o “funk brasileiro mudou desde o início dos anos 2010, deixando de lado sua origem agressiva, reivindicativa e cheia de palavrões, para usar códigos da pop, mais melodiosa e mais fácil de exportar”.

Brasileira encarna sociedade contemporânea

Porém, comentou ainda o texto, Anitta, elogiada pelo colombiano Maluma, tem algo a mais: “ela encarnaria de alguma forma a sociedade brasileira contemporânea”. Citando o crítico musical do site “G1”, Braulio Lorentz, a publicação disse que a “poderosa” soube seduzir as meninas de todas as classes sociais” e que a artista seria um símbolo do empoderamento feminino. Contudo, a correspondente terminou se perguntando se a cantora poderia ser considerada como uma figura feminista. E completou analisando que, mesmo se a funkeira adota os códigos da mulher-objeto, ela também assume, sem complexo, suas celulites nos primeiros dez segundos do clipe “Vai, Malandra”. “Um ato militante”, resumiu a revista “M”.

Fonte: Purepeople, por Patrícia Dias


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