Nesta quarta-feira, 13, aconteceu o segundo dia de capacitações do projeto ‘Redes de Inclusão’, promovido pelo Ministério da Saúde, em parceria com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), e apoio da Secretaria do Estado da Saúde. O evento ocorreu no Centro Especializado de Reabilitação, no bairro Siqueira Campos e através da Coordenadoria de Políticas Públicas Para Pessoas com Deficiência a Secretaria Municipal da Assistência Social facilitou a oficina “Metodologia para Multiplicadores: estimulação de crianças com alterações no desenvolvimento no ambiente domiciliar e escolar”.
 
A atividade contou a presença dos visitadores do Programa Criança Feliz e foi direcionado para profissionais que trabalham com ações de estímulo ao desenvolvimento de crianças com deficiência. Os trabalhadores da secretaria da Assistência tiveram a oportunidade de participar de formações específicas, que vão auxiliar no atendimento aos grupos familiares que têm em sua composição pessoas com deficiência.
 
O coordenador das Políticas Públicas de Promoção dos Direitos Humanos da Pessoa com Deficiência, Murillo Oliveira, foi um dos facilitadores das oficinas. Para ele, a participação dos funcionários da rede intersetorial de Aracaju é uma forma de fazer com que esses trabalhadores enxerguem a realidade como um fator que precisa de atenção especial. “Essa é uma ação muito boa de troca aprendizado, onde Saúde, Educação e Assistência estão complementando o conhecimento uma da outra. Nessas oficinas, a gente consegue ver o ganho que essas crianças vem tendo durante as atividades de estimulação. Isso também mostra que devemos ter um olhar ainda mais especial com esses pequenos, que daqui a pouco estarão com três anos, em sua fase escolar, e que podem precisar dos serviços dos Cras. Queremos que os nossos profissionais entendam que essa família precisa das Políticas Públicas, de uma maneira integral, independentemente da secretaria que ela esteja sendo atendida”, explica.
 
Eloá Vitória, de dois anos, tem suspeita de microcefalia. Sua mãe, a lavradora Jossiane Vieira, teve chikungunya (infecção viral transmitida pelo mosquito Aedes aegypti) durante a gravidez. Toda semana Eloá vem à capital sergipana com os seus pais em busca de atendimento especializado. Hoje, o seu caso foi tido como exemplo na oficina ‘Estimulação da Coordenação Motora’. Para o seu pai, Gilberto Francisco dos Santos, a manhã foi de troca de conhecimentos. “Até o momento a doença da minha filha ainda não foi diagnosticada, mas os médicos suspeitam de que seja microcefalia. Ela é o meu tudo, então, o que for benéfico para o seu desenvolvimento é muito bem-vindo. Aqui, mostramos um pouco da nossa rotina com Elóa e descobrimos novas formas de cuidar, brincar, ajudar no desenvolvimento dela. Ou seja, aprendemos e contribuímos”, disse.
 
Profissionais dos Centros de Referência da Assistência Social (Cras) de Aracaju, do Centro DIA, da Diretoria de Direitos Humanos, de projetos voltados ao público infantil, dentre outros funcionários da Assistência Social, se envolveram nas oficinas, aprendendo técnicas que serão aplicadas em seus atendimentos e abordagens. “Tudo aqui pode ser aplicado com crianças que possuem ou não algum tipo de deficiência. No projeto Criança Feliz, onde eu atuo, nós incentivamos a mãe, a cuidadora ou o cuidador a trabalhar essa estimulação, fazendo com que os meninos e meninas possam se desenvolver”, explica a visitadora do programa ‘Criança Feliz’ da Assistência Social, Gleicy Kelly Gois da Silva.
 
 
Estimulação da Coordenação Motora, Orientação sobre a Alimentação, Estimulação Auditiva, Linguagem e Comunicação e Estimulação Visual, esses foram os quatro cursos ofertados na ocasião. De acordo com a coordenadora do Centro DIA, Lidiane Vieira, a participação nas oficinas, em seu caso, serve para compreender o quanto a falta de estimulação na infância afeta a vida adulta das pessoas com deficiência. “A equipe do Centro DIA é especializada para atender um público adulto com deficiência. Mas, a presença nessas oficinas é muito importante até mesmo para perceber o quanto esse processo é essencial na infância. Muitos dos meus usuários não tiveram esse estímulo, então, a gente consegue mensurar as consequências disso”, pondera.
 
A gerente dos Serviços de Convivência e Fortalecimento de Vínculos e visitadora do Criança Feliz, Claudia Pereira, descreve as oficinas como um acumulo de conhecimentos, que será utilizado em projetos e ações dos serviços assistenciais. “O curso foi uma grata surpresa porque ratificou a relevância de ouvir as famílias, os pais, a própria criança e aprender as novas técnicas de utilização de estimulação para serem colocadas em prática no nosso dia a dia de trabalho”.
 
 
Fonte: Assessoria de Imprensa

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