

O espaço de teatro do Museu da Gente Sergipana ficou pequeno para um grande número de crianças que estavam acompanhadas pelos seus pais para acompanhar o projeto “Capoeirinhas” do grupo Umbuzeiro Arte e Cultura, idealizado em São Paulo pela artista sergipana Giuliana Maria e seu marido e professor de capoeira angolana Fernando Oliveira. Realizado em Aracaju pela primeira vez no último sábado, 13, o projeto resume-se em uma ação inovadora para crianças de zero a três anos, que mexe com os estímulos de quem participa e ajuda no desenvolvimento dos pequeninos através da música e de movimentos utilizados na capoeira.
Com muito movimento, dança, música e interação entre participantes, o Capoeirinhas funciona também como uma oportunidade dada aos pais de curtirem um pouco mais a melhor fase do seu filho, o crescimento, através de brincadeiras impulsionadas pelos mestres das artes Giuliana e Fernando. Em pé, deitado, levanta perna, caminhando só de um pé, subindo em cima do papai ou da mamãe. É mais ou menos nesse ritmo que o projeto encanta quem comparece para prestigiar ou cair na brincadeira como é o caso da supervisora do museu Carla Jamylle, que aproveitou o momento para levar sua filha Ana Cecília, de apenas dois anos de idade, para cair na folia do projeto.
“Foi um momento mágico. É tão difícil encontramos projetos como esse destinado à um público que mescla pais e crianças de até três aninhos. Ficamos muito felizes com a dedicação dos envolvidos e a oportunidade de fazer com que tenhamos uma interação ainda maior com os nossos filhos”, destaca Carla.
Já diziam que a cultura é o complemento que nutri o processo educacional de uma pessoa, Giuliana entende esse projeto como uma forma de contribuir não somente para o desenvolvimento físico-motor da criança, mas também contribui para a formação da personalidade dos pequeninos envolvidos. “Trabalhamos no Capoeirinhas com movimentos muito orgânicos, por entendermos que essas crianças estão preparadas para ingressarem no projeto que ajudará na compreensão da sua autonomia física, dos seus membros, questão de parcialidade. As atividades desenvolvidas na ação também ajudará no desenvolvimento da inteligência física em conjunto com a inteligência cognitiva de cada participante”, esclarece.
O desenvolvedor de sistemas, José Luiz de Jeses Souza aproveitou a ocasião para brincar um pouco com a sua filha Maria Alice e o seu afilhado João Miguel, ambos com três anos de idade. “O projeto em si é bastante significativo. Esse momento é mais uma chance que temos de nos aproximarmos ainda mais dos nossos pequenos, sem dúvidas é algo de muito valor. Incluir a capoeira dentro de uma ação cultural também é interessante porque faz com que eles aprendam desde cedo a importância do esporte, dos movimentos e também da dança”, destaca.
Para a estudante, Juliana Batista, esse projeto fez com que ela enxergasse que apesar das limitações, sua filha é capaz de ir muito mais além. “Desde essa primeira atividade eu já percebi que todas essas brincadeiras ajudam diretamente na evolução deles. Minha filha, por exemplo, está crescendo. Ela tem algumas dificuldades com o salto, na corrida e hoje ela mostrou que o meu medo é um pouco infundado, que ela é capaz”, observou.
Primeira Vez em Aracaju
De acordo com Giuliana essa foi uma tentativa de fazer o primeiro contato com o público sergipano. “Foi uma boa experiência. Um contato essencial para que possamos realizar outros projetos que venham somar com toda população”.
O projeto recebeu apoio do Instituto Banese, que concedeu o espaço do Museu da Gente Sergipana Marcelo Déda para realização da ação, que aconteceu na tarde do último sábado. Segundo um dos idealizadores do grupo Umbuzeiro Arte e Cultura responsável pela Capoeirinhas, Fernando Oliveira, há pretensão de que sejam realizados outros projetos sociais na capital sergipana. “Foi muito bacana esse primeiro projeto, voltaremos em outras oportunidades com outros projetos bacanas”, promete.
Umbuzeiro Arte e Cultura
Idealizado em São Paulo pela sergipana Giuliana Maria e o paulista Fernando Oliveira, vem desenvolvendo projetos voltados ao mundo da arte e cultura, onde engloba através de seus projetos ações teatrais, danças, música, que tem como pretensão incluir crianças, adolescentes e jovens no mundo artístico, mostrando-os as linguagens artísticas como um diferencial e uma forma de transformação de vida. Juntos, Giuliana e Fernando aproveitam a oportunidade para distribuir os seus projetos em outras localidades, a exemplo de Sergipe, que pela primeira vez recebeu o “Capoeirinhas”, destinado aos pais e crianças de até três anos de idade.
Fonte: Assessoria de Imprensa




